Arte e Publicidade

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Dicas para a construção da análise

Glossário de Termos Tipográficos:

Tipografos.net

Elementos do Estilo Tipográfico, de Robert Bringhurst (tem na biblioteca)

Sobre a última aula

Roteiro de construção da análise (slides)

Introdução à analise da imagem, de Martine Joly

Elementos da Semiótica aplicada ao Design, de Lucy Niemeyer

Análises de imagens

Cartazes Modernistas Brasileiros

Discurso Visual no Jornalismo

70 Anúncios Criativos

Nos anúncios deste site existem vários exemplos do desenvolvimento de uma linguagem proposta pelo dadaísmo e pelo surrealismo.

Design como linguagem

Dois links:

Design editorial premiado: jornais do mundo

Análise do design da “brand” Obama (candidato à presidência dos EUA).

Cito aqui dois exemplos de imagens que podem ser analizadas no seminário/ ensaio final. Vocês também podem analisar produtos, pontos de venda, outdoors, anúncios em revistas, hotsites, kits promocionais…

Poesia Visual

Poesia Concreta – Exposição do Instituto Tomie Ohtake

Visita ao CCBB

Informações sobre a artista, Suzana Queiroga, em seu blog.

Informações sobre o CCBB.

Deixem um comentário caso precisem se comunicar comigo.

Dadaísmo

Construtivismo: duas visões

Fotografia de Vanguarda

Ponto de vista privilegiado para apreciar o mundo

Na aula passada (28/08), falei sobre como os impressionistas lidavam com as mudanças sociais e tecnológicas do século XIX e início do século XX. Vejam essas imagens (clique nelas para aumentá-las):

A Canoa sobre o Epte, Monet

A Canoa sobre o Epte, Monet (1890) Óleo sobre tela,133 x 145 cm, MASP

O limite da tela corta a canoa e a figura feminina que segura o remo.  O ponto de vista do observador, mesmo que ele esteja centralizado em relação à pintura, não poderá ser central à canoa e às figuras femininas. A pintura, nesse sentido, se assemelha à uma fotografia que registra um segundo da existência, congelando uma ação.

Quatro bailarinas em cena, Degas (1890). Óleo sobre tela, 72 x 92 cm. MASP

Quatro bailarinas em cena, Degas (1890). Óleo sobre tela, 72 x 92 cm. MASP

Algo semelhante ocorre na obra de Degas. O título do quadro é “Quatro bailarinas em cena”. Se entendermos os limites do quadro como a cena, apenas três bailarinas estão “em cena”. A quarta, vestindo azul, escapa de nossa visão.  A bailarina ao fundo, à direita, tem o braço para o alto, mas ele não está nítido, se misturando com o fundo. A falta de definição do quadro e a “fuga” das figuras pode também ser relacionada à técnica fotográfica, que, ao congelar o movimento,  registra uma imagem “borrada”, que acentua sua percepção.

Que conclusão podemos tirar? Com a fotografia – uma inovação tecnológica com implicações sociais – o artista perdia o privilégio de retratista do mundo. Pode-se entender que ele perdia sua posição social, que o colocava num ponto de vista privilegiado, central, organizador do mundo. Os dois quadros nos levam a crer que o fato não impedia os jovens artistas do fim do século XIX e início do século XX de continuar trabalhando. Sua visão não era canônica, ideal, porém isso não era problema. Encontram-se novos motivos para pintar. Os limites da visão do pintor e do observador (implícito) revelam a consciência da existência de um mundo maior do que aquele dentro dos limites do quadro.

Para ler mais sobre isso: Schapiro, Meyer. Mondrian, a dimensão humana da pintura abstrata. São Paulo: Cosac & Naify, 2001.

Links:

Coleção do MASP (Museu de Arte de São Paulo)

Eliseu Visconti

Eliseu Visconti foi um pintor brasileiro nascido na Itália que teve grande importância na arte brasileira em fins do século XIX e início do século XX. Sua produção é predominantemente acadêmica, porém muitos os identificam como pioneiro do modernismo. Você concorda?

Eliseu Visconti – Designer

Eliseu Visconti – Site Oficial